O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não estará presente na estreia da seleção americana na Copa do Mundo de 2026. A confirmação foi feita por Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, nesta sexta-feira, que atribuiu a ausência à intensa agenda presidencial.
Os Estados Unidos enfrentam o Paraguai nesta sexta, no SoFi Stadium, em Los Angeles, em uma das partidas mais aguardadas da primeira rodada do Mundial. Apesar da expectativa em torno da presença do chefe de Estado do país anfitrião, Giuliani afirmou que compromissos oficiais impedirão a viagem.
— Ele não vai conseguir assistir ao jogo de abertura. Como já dissemos, a agenda dele está apertada. Mas sei que ele estará envolvido durante toda esta Copa do Mundo — declarou Giuliani em entrevista à rádio britânica TalkSport.
O dirigente, que coordena a participação do governo americano na organização do torneio, indicou que a ausência não significa distanciamento do evento. Pelo contrário, ele acredita que Trump poderá aparecer em outros momentos da competição.
— Conheço o presidente Trump há 30 anos. Uma coisa que aprendi é: espere o inesperado. Não me surpreenderia vê-lo cada vez mais envolvido com a Copa do Mundo ao longo do torneio — afirmou.
Embora Trump não esteja presente, o governo americano será representado por integrantes de alto escalão. O secretário de Estado, Marco Rubio, estará no estádio acompanhado pelo secretário de Transportes, Sean Duffy, e pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.
A ausência do presidente chama atenção porque foge a uma tradição observada nas últimas edições da Copa do Mundo. Em 2022, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, acompanhou a estreia do país-sede. Quatro anos antes, o presidente russo Vladimir Putin esteve presente na abertura do torneio em Moscou. No Brasil, em 2014, a então presidente Dilma Rousseff também participou da cerimônia e da partida inaugural.
Trump, no entanto, mantém forte ligação com a Copa do Mundo e com a FIFA. O presidente desenvolveu uma relação próxima com o mandatário da entidade, Gianni Infantino, e tem participado ativamente de eventos ligados ao futebol desde o início de seu novo mandato.
Nos últimos meses, ele marcou presença em diversos eventos esportivos de grande repercussão nos Estados Unidos, incluindo o Super Bowl, corridas da NASCAR, eventos do UFC, o campeonato universitário de luta livre, partidas das finais da NBA e a final da Copa do Mundo de Clubes.
A decisão de não comparecer à estreia dos Estados Unidos também ocorre poucos dias depois de outro caso semelhante envolvendo um país anfitrião. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, optou por não assistir à vitória mexicana sobre a África do Sul no Estádio Azteca. Em vez disso, cedeu seu ingresso oficial a uma jovem vencedora de um concurso nacional promovido pelo governo mexicano.