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3h
A Copa do Mundo de 2026 ganhou mais um capítulo fora dos gramados nesta quinta-feira. O técnico da Noruega, Ståle Solbakken, criticou o contexto político que cerca a competição nos Estados Unidos e classificou como "hipocrisia" a postura adotada por muitos envolvidos no torneio diante das dificuldades enfrentadas por algumas delegações para entrar no país. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva em Greensboro, na Carolina do Norte, onde a seleção norueguesa está concentrada para a disputa do Mundial. Solbakken foi questionado sobre o caso do atacante iraquiano Aymen Hussein, que, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, teria sido submetido a um interrogatório de aproximadamente sete horas ao desembarcar nos Estados Unidos com a delegação do Iraque. A seleção iraquiana será justamente a primeira adversária da Noruega na fase de grupos da Copa do Mundo. — Todos concordamos que isso é desnecessário, que muitas coisas poderiam ter sido feitas de forma diferente, mas somos todos hipócritas. Uma Copa do Mundo está sendo realizada aqui e estamos aqui para jogar futebol — afirmou o treinador. Ao ser perguntado sobre o que exatamente considerava problemático, Solbakken ampliou a crítica e mencionou questões geopolíticas envolvendo o país anfitrião. — Tudo, desde o fato de o país-sede estar em guerra com outra nação até dificuldades como a que acabamos de discutir — respondeu. Embora não tenha aprofundado a declaração, a fala faz referência ao clima de tensão internacional que tem acompanhado a realização do torneio e às discussões sobre políticas migratórias, segurança de fronteira e tratamento dispensado a cidadãos de determinados países durante o Mundial. O caso de Aymen Hussein se tornou um dos episódios mais comentados dos bastidores da competição. De acordo com a emissora americana CBS, o atacante teria sido retido por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos durante várias horas após desembarcar no aeroporto de Chicago. O jogador posteriormente foi liberado e se juntou normalmente à delegação iraquiana. A situação se soma a uma série de controvérsias envolvendo vistos, restrições de entrada e procedimentos de segurança que vêm acompanhando a Copa do Mundo desde antes de seu início. Nos últimos meses, organizações de direitos civis, torcedores e representantes de algumas seleções manifestaram preocupação com o impacto das políticas migratórias americanas sobre atletas e fãs estrangeiros.
dlvr.it
Técnico da Noruega critica EUA após interrogatório de atacante iraquiano: 'Somos todos hipócritas'
Jornal O Globo