Um Simples Mineiro | Economista | Esquerdoso | Cruzeirense | Sobrevivente no Futuro Distópico.
📍BH
Thales Nogueira
Loading...
O Bráulio traz uma opção de ajuste fiscal pro legislativo.
Vamos voltar as emendas ao mesmo peso no total de gastos primários do governo federal praticado até 2016/2017, antes da guinada?
Seria de no máximo R$ 6 bilhões em 2027 (x 61 bi em 2026). 550 bi de economia em 10 anos. Que tal?
Comentário de André Lara Resende feito em 2024 sobre a PEC 65, que transforma o banco central em super poder.
Vejam a parte escabrosa: a principal fonte de receita do novo Bacen autônomo virá de um mecanismo que depende da taxa de juros.
Vão colocar na constituição um conflito de interesse.
A política fiscal e o orçamento capturados pelo congresso (emendas, pautas bomba e cia). O executivo amarrado.
A política monetária e creditícia gerida em breve por empresa pública autônoma do executivo.
Presidente da República nesse país é eleito, mas não está mais no poder. Golpismo…
Na gestão de um presidente indicado nosso, o Banco Central caminha para ser um outro poder da república, com autonomia plena da administração pública em TODOS os sentidos. Galípolo usou o caso master e ataques ao pix pra sorrateiramente avançar com a horrível PEC 65.
Mais uma derrota pro país.
Thales Nogueira
Campos Neto não conseguiu avançar com a pauta. Galípolo bancou, fez lobby, visitou senadores e fez discurso em comissão pública pra defender.
Por trás da “defesa” do pix e do fortalecimento da fiscalização, esconde-se interesses diversos pra capturar ainda mais a autoridade monetária.
Eu sou cético com o incentivo direto e indireto do Estado a empresas no modelo atual. No geral, é política setorial mal feita. É claro que a evidência mostra que o Estado deve dirigir setores estratégicos a um planejamento central (vide complexo da saúde com a BIOMM, pe), mas tem mudar e muito.
Marx dizia que a dívida pública converte dinheiro estéril em capital rentável, criando uma classe de credores (detentores de títulos) que se apropria de parte da renda gerada pela sociedade através de juros.
O endividamento público enriquece rentistas. O ajuste fiscal atua na contramão. E aí?
Thales Nogueira
A burguesia brasileira não consegue caminhar sem o Estado (burguês). Nossos benefícios fiscais/isenções pra grandes empresas ultrapassam 800 bi/ano,sem falar nos estaduais. Claro que são instrumentos de desenvolvimento, quando bem desenhados, mas no geral é política regressiva e subsídios pró ricos.
As montadoras brasileiras, pra citar um exemplo, usufruem de benefícios fiscais há décadas. Temos indústria automobilística?
Até o iFood, símbolo da famigerada uberização, tem pomposas isenções tributárias,sem geração de empregos.
Legislativo é grande culpado hoje. Mas o executivo já foi lá atrás
Vociferam que divida pública está em trajetória explosiva e que demanda juro cada vez mais alto pra financiar e rolar.
Não dizem que isso é riqueza financeira privada. A dívida, via juros, é o principal mecanismo de transferência de renda do Estado pro mercado. O mercado quer acabar com isso? 🤔