Análise e ensaio sobre política, sociedade e cultura.
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“A verdadeira erosão democrática começa quando uma parte da sociedade deixa de ver a outra como adversária política legítima e passa a encará-la como ameaça existencial.”
“A excepção como rotina: o que a crise israelita nos diz sobre a erosão democrática”.
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Num tempo de soluções rápidas, a saúde tornou-se uma promessa fácil.
Suplementos, terapias e protocolos simplificam o que é, por natureza, complexo.
O problema não está apenas no que prometem resolver —
mas no que nos permitem evitar.
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O iliberalismo não cresce no vazio. Cresce quando instituições, partidos e mediação democrática deixam de parecer capazes de responder ao conflito social.
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Há setores da economia portuguesa cuja capacidade de operação ficaria severamente comprometida sem trabalhadores estrangeiros.
Mas o debate sobre imigração continua frequentemente preso à identidade e à cultura, ignorando uma questão mais profunda.
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Ergo Proxy é uma obra difícil. E talvez seja precisamente por isso que continua a ser discutida quase 20 anos depois.
Procurei desmontar algumas das suas camadas: existencialismo, tecnocracia, cidadania, identidade e condição humana.
Novo ensaio no Perímetro.
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O primeiro ano de Friedrich Merz revela mais do que a fragilidade de um chanceler impopular: expõe a erosão do modelo económico, político e estratégico que durante décadas fez da Alemanha a âncora de estabilidade da Europa.
O salário mínimo representa hoje cerca de 91% do salário mediano no setor privado.
A desigualdade diminuiu. Mas isso significa necessariamente que a economia está mais saudável?
E se a distância estiver a encurtar não porque a classe média salarial cresce, mas porque continua demasiado fraca?
O debate sobre o CHEGA oscila entre rótulos simplistas e leituras redutoras. Mais do que uma identidade ideológica estável, o que emerge é um iliberalismo frequentemente usado como instrumento — adaptado ao contexto, orientado pela oportunidade e com implicações reais para a democracia.
O problema do Benfica moderno não é apenas competir menos na Europa. Isso seria quase inevitável no futebol contemporâneo.
A questão mais profunda é outra: a dificuldade crescente em preservar identidade, continuidade e memória dentro de um modelo cada vez mais dependente do mercado.
Entre o universalismo e a condicionalidade existe mais do que uma diferença de políticas. Existe uma diferença de filosofia política. É nessa fronteira que se joga hoje uma parte importante da identidade do PSD e do futuro do Estado social português.
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A redução da desigualdade salarial é uma boa notícia. Mas quando o salário mínimo se aproxima cada vez mais do salário mediano, estamos perante uma economia mais próspera ou apenas uma estrutura salar...
O Benfica não perdeu apenas peso competitivo no futebol europeu. Perdeu parte da sua capacidade de se reconhecer a si próprio. Entre a financeirização do futebol, a erosão de referências duradouras e ...
A discussão sobre o Estado social não se resume ao seu tamanho nem ao volume da despesa pública. A questão decisiva é outra: porque protege o Estado os seus cidadãos? O debate em torno da Prestação So...
O debate sobre o CHEGA oscila entre rótulos simplistas e leituras redutoras. Mais do que uma identidade ideológica estável, o que emerge é um iliberalismo frequentemente usado como instrumento — adapt...
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O primeiro ano de Friedrich Merz revela mais do que a fragilidade de um chanceler impopular: expõe a erosão do modelo económico, político e estratégico que durante décadas fez da Alemanha a âncora de ...
Sob a superfície de uma distopia futurista, Ergo Proxy revela-se uma reflexão sobre identidade, cidadania, tecnocracia e condição humana. Mais do que um anime sobre o futuro, é um ensaio sobre as tens...