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RT @Oglobo em derrota para Lula, mulher é assassinada em Limeira
3h
Notícia da @oglobo.globo.com "Rope jump: prefeitura diz que vai processar governo federal após morte de jovem em salto sem corda, em SP" Link sem paywall ⬇️
bombona de 20L
6h
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A prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o governo federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, neste sábado (13). A jovem caiu de cerca de 40 metros após ser lançada sem estar conectada à corda de segurança, segundo relatos de testemunhas e informações da Polícia Militar. Veja também: Quem é a mulher que morreu ao pular de rope jump sem corda em São Paulo Pessoas presentes prestaram os primeiros socorros à vítima até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e os socorristas constataram a morte no local. A prefeitura de Limeira afirma que a responsabilidade pela fiscalização, pela manutenção e pelo controle de acesso à Ponte do Esqueleto "é exclusivamente do Governo Federal" e aponta omissão. "Desde o início de 2025, a administração municipal vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área. A tragédia deste sábado (13), que resultou na morte de uma jovem de 21 anos, torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão", diz a nota do poder municipal. O GLOBO tenta contato com os órgãos federais relacionados à área. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que três homens carregam a mulher nos braços até a plataforma de salto e a lançam. Um corda aparece enrolada no chão, atrás do grupo. Na sequência, pessoas que estavam ao redor começam a gritar: "A corda" e "Gente, a corda". Três homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil. O nome deles não foi divulgado, até o momento. As empresas "Ih voei" e "Entre cordas", cujos nomes apareciam no uniforme dos instrutores no vídeo do salto de Maria Eduarda, não se manifestaram sobre o ocorrido, e suas contas no Instagram já não estão mais disponíveis. Maria Eduarda fez postagens nas redes sociais na Trilha da Ponte do Esqueleto momentos antes do salto. "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?", escreveu a jovem, às 7h31. Ela também mostrou uma placa no local que alertava para o "perigo" e o "risco de morte". Criador do rope jump também morreu A modalidade consiste em um salto em queda livre seguido pela retenção do praticante por cordas de escalada ancoradas em pontos fixos. O caso de Maria Eduarda voltou a chamar atenção para a história de seu principal criador, o americano Dan Osman. Ele ficou conhecido nos anos 1990 por combinar técnicas de escalada com saltos extremos de grandes alturas. Osman levou a prática a níveis inéditos e chegou a realizar quedas controladas superiores a 300 metros, tornando-se uma referência mundial nos esportes radicais. Mas ele morreu em um acidente relacionado à atividade que ajudou a popularizar. Em 23 de novembro de 1998, aos 35 anos, Osman realizava um salto na formação rochosa Leaning Tower, no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Durante a queda controlada, o sistema de cordas falhou, e ele despencou até a morte. A investigação conduzida pelo Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos concluiu que a corda principal não se rompeu por desgaste. Segundo os investigadores, uma mudança no ângulo do salto fez com que trechos das cordas, que eram ligadas por nós, se cruzassem durante a queda. O atrito gerado nesse ponto teria provocado o aquecimento e o corte do próprio equipamento, causando a falha fatal. A apuração também apontou que as cordas estavam em boas condições de conservação. Na época do acidente, Osman havia retornado a Yosemite para desmontar uma estrutura utilizada nos saltos, mas decidiu realizar novas quedas nos dias anteriores. Foi durante uma dessas tentativas que ocorreu o acidente que encerrou a trajetória de um dos nomes mais conhecidos da escalada e dos esportes de aventura. Quase três décadas depois, a modalidade voltou ao noticiário por causa da tragédia em São Paulo. Embora as circunstâncias sejam completamente diferentes, no caso de Maria Eduarda, a investigação apura um erro humano na preparação do salto, os dois episódios têm em comum falhas envolvendo o principal elemento de segurança do esporte: as cordas responsáveis por interromper a queda livre do praticante.
Rope jump: prefeitura diz que vai processar governo federal após morte de jovem em salto sem corda, em SP
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