Desfazer a distopia. Retomar a internet.
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No fim, a tentativa de silêncio virou denúncia. A plateia aplaudiu Sarah de pé.
A Meta diz que o livro é “uma mistura de alegações ultrapassadas já reportadas sobre a empresa e acusações falsas contra nossos executivos”.
Mas, se é só isso, pq a Meta parece ter tanto medo do que
Sarah tem a dizer?
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Sarah ficou no palco durante uma hora inteira, sem falar, responder, concordar ou negar.
Sentada entre duas pessoas que podiam dizer o que ela não podia.
A Meta proibiu uma denunciante de falar em um evento. Ela subiu no palco mesmo assim. E ficou em silêncio. 👇
Sarah participaria de um painel no Hay Festival, no País de Gales, ao lado da jornalista que expôs o escândalo do Cambridge Analytica e de um professor. Mas, por causa de uma ordem legal obtida pela Meta, seus advogados recomendaram que ela não dissesse uma palavra. Nem mesmo reagisse com a cabeça.
A Meta conseguiu uma ordem judicial para impedir Sarah de promover Careless People. A pressão foi tão ampla que o festival teve que interromper a venda do livro enquanto ela estivesse ali. Cada violação poderia custar US$ 50 mil.
Sarah Wynn-Williams trabalhou no Facebook entre 2011 e 2017, antes da empresa virar Meta. Depois, escreveu Careless People, um livro de memórias sobre os bastidores da companhia. A obra acusa executivos da empresa de negligência e falta de responsabilidade diante dos danos causados pela plataforma.